quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

*3 Contadoras de Histórias e professoras de Taguatinga, 3 filhos na Medicina*

*3 Contadoras de Histórias e professoras de Taguatinga, 3 filhos na Medicina*

*3 Contadoras de Histórias e professoras de Taguatinga, 3 filhos na Medicina*
Por Giulieny Matos

O que Taguatinga tem? O que a contadora de histórias tem? O que a medicina tem? 

Muitos podem pensar que ser contador de histórias é apenas um hobby. Mas não! 

O contador de histórias é um artista. Ele se apresenta e interage com o público. É ele quem dá vida aos personagens do livro, faz a imaginação voar e o coração sentir o texto. Para quem ouve, pode ser momento profundo de diversão, de introspecção, e até de autoconhecimento. 

Hoje está na moda, inclusive,
contratar um contador de histórias para se apresentar em evento social narrando a trajetória do aniversariante ou de um empresário. Em homenagem ao dia do contador de histórias de 2018 entrevistei três grandes contadoras de histórias com muitos pontos em comum. Primeiro, são contadoras e professoras! Segundo, moram em Taguatinga, Bairro de Brasília; e terceiro, as três possuem filhos na medicina. Segundo pesquisa realizada por um banco internacional privado, a profissão de médico é a mais cobiçada em muitos países do mundo e também no Brasil. 

Então eu pergunto,  será a profissão de contador de histórias é modificadora do futuro das pessoas? Ao entrevistar as três mães, percebi alguns pontos em comum. Todas incentivaram a leitura de 
modo lúdico e divertido desde cedo. 

Maristela Papa já lia para seu filho desde grávida e quando os filhos estavam um pouco maiores, possuíam rotina para tudo, até hora reservada para brincar com livro. 

Nilva Mitral fez varal de histórias de um lado e de outro da cama de Pedro para ele e o irmão se interessarem pelas capas dos livros e com elas se entusiasmassem e tivessem curiosidade de folheá-los. 

Sônia Morato sentava-se à mesa com Getúlio para brincar com os livros, revistas e jornais. Getúlio desde pequeno brincava de consultar a mãe, grávida dos irmãos. Os filhos das três contadoras foram crianças normais, nunca deixaram de brincar por causa de tarefas e sempre receberam muitos elogios pelas notas altas no colégio. Todos se tornaram leitores assíduos por volta 9 e 10 anos. 

Nilva nunca imaginou o filho médico. Ela ficou super feliz quando Pedro passou para psicologia na Unb e super assustada quando ele revelou, após 1 mês de curso, seu desejo de deixar aquela faculdade para estudar para o vestibular de medicina. De imediato ela até foi contra, argumentou com o filho como ele poderia trocar o certo pelo duvidoso.
Pedro hoje já possui dois anos como clínico geral e está feliz. 

Já toda a família de Sônia Morato é médica. Seu esposo, 1 tio, 1 irmão, 2 cunhados, 8 sobrinhos e 10 primos. Admite que tomava gosto se o filho optasse pela profissão, pois é uma área com oferta de emprego para todos. Getúlio já está com 20 anos de profissão, é pediatra, hebiatra, professor do UniCeub e médico da seleção brasileira de polo aquático feminina. 

Maristela Papa vibra com o filho estudante de medicina da Unb, apesar de ter desejado para ele fosse a docência em história. Sempre incentivou os filhos a serem algo do qual gostassem, pois já conviveu com pessoas com frustração profissional. Matheus desde pequeno tinha curiosidade em saber qual o tipo de sangue de cada um e de saber sobre o corpo humano. Sempre estudou em escola pública, está com 24 anos, passou um ano na Polônia pelo Projeto Ciência Sem Fronteiras e conheceu 32 países. 

Ouvir histórias cura o deserto interior. Ouça histórias, conte histórias. 8 de março é o dia do Contador de Histórias. Parabéns a todos eles! 


http://giulienymatos.blogspot.com.br/2018/02/3-contadorasde-historias-e-professoras.html