quarta-feira, 11 de julho de 2012

Método convida alunos ao diálogo com histórias

Kelsiane Nunes
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O projeto de extensão Livros abertos: aqui todos contam, orientado pela professora do departamento de psicologia Eileen Pfeiffer, oferece para cerca de 150 alunos da Escola Classe 415 Norte 20 minutos semanais exclusivos para literatura. Sete alunos de diferentes cursos da Universidade de Brasília (UnB) dedicam parte do tempo para contar histórias às crianças.

Quando decidiu criar o projeto, Eileen teve como inspiração metodologia que surgiu dos estudos do pesquisador norte americano Grover Whitehurst. “O método me chamou atenção porque além de ampliar o vocabulário, a criança se torna sujeito e passa a mediar a história”, explica. O método utilizado é o de leitura dialógica, originalmente desenvolvido para crianças não alfabetizadas.  A didática consiste em instigar o ouvinte a participar ativamente da história relacionado-a com o cotidiano, fazendo perguntas e até mudando o enredo.

Livros abertos têm por objetivo, segundo a professora, estimular a criatividade, ampliar o vocabulário e desenvolver o gosto pela leitura. “As pessoas falam muito em hábito de ler, como se fosse igual a escovar os dentes. Nós falamos no prazer da leitura e é isso que procuramos transmitir para as crianças”, completa a professora.
Leandro Pessoa
Raissa Dourado, uma das contadoras, acredita que o incentivo à leitura às crianças transforma a sociedade

Cada um dos sete é responsável por uma turma. Geralmente, as crianças são divididas em grupos de cinco que são atendidos a cada 20 minutos. Alunos da UnB e professores da escola decidem juntos o horário e o dia do projeto.

Diretora da escola há 12 anos, Nailda da Rocha afirma que a iniciativa é bem aceita pelos pais e professores. Para ela, a vantagem que o projeto oferece é o desenvolvimento argumentativo adquirido pelo aluno por atuar na história. Nailda ressalta que um dos diferencias do projeto é a liberdade de opinar que a didática proporciona.

Depois de um ano, Eileen Pfeiffer afirma que a iniciativa já demonstrou resultados. Baseada em pesquisa aplicada aos alunos, professores e pais, ela diz que os responsáveis afirmaram que as crianças começaram a gostar mais de ler livros. Além disso, educadores notaram aumento na participação dos estudantes em classe.
Leandro Pessoa
Eileen Pfeiffer acredita que atrelar a leitura às avaliações desestimula o aluno a criar gosto pela leitura

Pesquisa

Após a criação do projeto, a docente em psicologia se sentiu estimulada em contribuir para os estudos sobre o assunto. Com o título Leitura dialógica de histórias infantis: efeito sobre o vocabulário e a compreensão textual, pesquisa tem dois focos. O primeiro é aplicar, adaptar e ampliar esse método para em crianças já alfabetizadas para melhorar a compreensão textual desse público.  O segundo é saber qual é a melhor forma de mediar uma leitura.

Inscrições e contatos pelo email: livrosabertos01@gmail.com
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